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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Da Mata: Onde a Sua Fé Encontra o Sagrado.

 

A fé se manifesta de muitas formas, mas o respeito e a devoção são universais. Na loja Da Mata, se entende que cada caminho espiritual é único. Por isso, foi criado um espaço onde todas as crenças são bem-vindas e celebradas.

Seja você do Candomblé, da Umbanda, da Jurema ou do Ifá; devoto do Catolicismo, praticante de Cultos Tradicionais ou estudante do Esoterismo: lá você encontrará o que precisa para a sua conexão com o Divino.

Uma imensa diversidade de imagens, velas, defumadores, guias, ervas e paramentos. Tudo o que você precisa para fortalecer a sua espiritualidade, com a qualidade e o axé que você merece.

Feira Central (Próximo ao Shopping Águas Lindas) Alameda Goiás, 19 - Mansões Centro-Oeste.

Da Mata Artigos Religiosos: A diversidade que nos une, a fé que nos guia.




 

terça-feira, 3 de junho de 2025

Parceria Internacional Impulsiona Inovação Sustentável em Comunidade Afro-Brasileira em Brasília

 Conexões Sustentáveis: Terrazul e Terra do Futuro Visitam o Ilê Axé Oyá Bagã em Brasília

Por Ògan Assogbá Luiz Alves -PROJETO ONÍBODÊ/DEFENSORES DO AXÉ


Em um dia que simboliza não apenas a união entre culturas, mas também a busca por soluções sustentáveis, representantes das Organizações Terrazul, do Brasil, e Terra do Futuro, da Suécia, visitaram o Ilê Axé Oyá Bagã, em Brasília, no dia de hoje. A visita teve como foco a apresentação do projeto inovador de implantação de um filtro solar impulsionado por energia solar, no terreiro sob a coordenação de Pedro Ivo (Terrazul).

O encontro começou com uma explanação técnica conduzida por Pedro Ivo, que destacou o funcionamento do Sistema Compacto Autônomo movido a energia solar. Com capacidade para filtrar mais de 60 litros de água por hora, a tecnologia que utiliza raios ultravioleta para purificar a água representa não apenas um avanço na sustentabilidade, mas também um modelo que pode ser replicado em diversas comunidades, garantindo o acesso à água potável de maneira eficaz e econômica. "Este filtro tem uma vida útil de mais de 30 anos, sem necessidade de limpeza ou manutenção. É um passo importante para fortalecer a autonomia das comunidades", enfatizou Ivo.

Após as explanações, os visitantes foram guiados por Mãe Baiana, a dirigente do Ilê Axé Oyá Bagã. Com um profundo conhecimento sobre a história e a espiritualidade que permeiam o espaço sagrado, Mãe Baiana proporcionou aos visitantes uma verdadeira imersão no universo afro-brasileiro. O passeio incluiu uma visita ao memorial do terreiro, onde foram contadas histórias de resistência, tradições e as práticas que sustentam a comunidade.

Essa visita não só reforça a parceria entre as organizações, mas também promove um diálogo entre tradições ancestrais e inovações tecnológicas. O Ilê Axé Oyá Bagã não é apenas um lugar de culto e resistência cultural, mas também um exemplo de como a tecnologia pode servir aos anseios das comunidades, respeitando suas raízes e promovendo sua autonomia.

A integração entre as duas organizações visa a continuidade de iniciativas que promovam a sustentabilidade e o respeito à cultura afro-brasileira, um passo importante rumo a um futuro mais justo e igualitário.



Assim, a visita de hoje se firmou como um marco na busca por soluções que respeitam e fortalecem as tradições, ao mesmo tempo em que abraçam as inovações que podem transformar realidades.

Fique ligado no Oníbodê O Porteiro para mais notícias sobre a cultura e a religiosidade afro-brasileira e as iniciativas que fortalecem a luta pela sustentabilidade e pela valorização das tradições.

Que os orixás nos iluminem – e nos lembrem sempre que a força do nosso povo está na união. 

Axé!

*APOIE, DIVULGUE E INCENTIVE O ONÍBODÊ (O PORTEIRO) por uma comunicação ANTI-FACISTA, ANTI-RACISTA e de apoio à Nossa Comunidade Negra e Afro Religiosa com doações a partir de R$25,00 (vinte e cinco reais)*

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domingo, 25 de maio de 2025

O TRADICIONAL TOQUE EM HOMENAGEM AO SEU BOIADEIRO SETE PORTEIRAS NO ILÊ OYÁ BAGAN - MÃE BAIANA

Por Ògan Assogbá Luiz Alves/PROJETO ONÍBODÊ

Na última semana, o Ilê Oyá Bagan – Mãe Baiana, localizado em uma das mais vibrantes comunidades afro-religiosas do Brasil, foi palco de uma celebração que resgata a força da cultura africana e a espiritualidade de matriz afro-brasileira. O tradicional toque em homenagem ao Seu Boiadeiro Sete Porteiras reuniu membros da comunidade e autoridades em uma festa marcada pela reverência, música e profundo respeito às tradições ancestrais.



A festividade iniciou-se com um cortejo deslumbrante, onde capoeiristas e membros da comunidade conduziram o andor de Nossa Senhora Aparecida ao longo da estrada do Núcleo Rural do Córrego do Tamanduá. O ambiente, envolto em mistério e magia, foi iluminado apenas pelas tochas que queimavam nas mãos dos participantes, criando uma atmosfera encantadora e solene que transportou todos para um tempo onde tradição e fé coexistem em harmonia.



Chegando à porteira do Ilê Oyá Bagan, o cortejo foi calorosamente recepcionado por Seu Boiadeiro Sete Porteiras e convidados, em um ato que simboliza a acolhida dos antepassados na celebração da vida e da espiritualidade. Ao adentrarem no terreiro, o grupo seguiu em direção ao barracão entoando cantigas, acompanhadas pelo som envolvente de berimbaus, atabaques e tambores. A musicalidade, conduzida pelo Quilombo Ganzuá sob a direção do Mestre Rodrigo Vila, transformou o ambiente em um verdadeiro ritual de resistência e celebração cultural.




Em um momento de profunda conexão com a ancestralidade, o andor foi levado para a choupana do Seu Boiadeiro, onde cânticos e rezas foram entoados, saudando as energias que permeiam e guiam a comunidade. Essas práticas sagradas não apenas honram os ancestrais, mas também fortalecem os laços entre os presentes, revitalizando a fé e a esperança em tempos desafiadores.





Um dos pontos altos da celebração foi o toque de boiadeiro, onde diversos Ògans da Comunidade Afro Religiosa se reuniram para partilhar saberes, danças e cantos que resgatam os ensinamentos ancestrais. A participação das autoridades da Comunidade Afro Religiosa de Brasília e Territórios, assim como de representantes de entidades e movimentos sociais, destacou a importância do evento como um espaço de diálogo e fortalecimento das lutas e conquistas da população negra.




O evento foi marcado por um sentimento de alegria coletiva e resiliência, reafirmando a importância de preservar as tradições afro-brasileiras em meio a um contexto social muitas vezes adverso. O toque em homenagem ao Seu Boiadeiro Sete Porteiras não foi apenas uma festividade; foi uma experiência transformadora que ressoou nos corações dos presentes, celebrando a vida, a ancestralidade e a riqueza cultural que é patrimônio de todos nós.









Em tempos onde o respeito à diversidade e à cultura de matriz africana precisam ser cada vez mais valorizados e defendidos, celebrações como esta se tornam fundamentais para a afirmação da identidade e do legado que devemos proteger e promover. Que a força do Boiadeiro e a Mãe Baiana continuem a guiar e inspirar todos os que buscam a paz e a harmonia em suas jornadas. 


Que os orixás nos iluminem – e nos lembrem sempre que a força do nosso povo está na união. 


Axé!

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sexta-feira, 23 de maio de 2025

"Trump, o Apartheid do Século XXI e a Afronta à Soberania dos Povos: Uma Análise das Relações Raciais e do Neoimperialismo"

                                                                                                  Por Ògan Assogbá Luiz Alves - Projeto Oníbodê

Do Salão Oval ao Quintal das Américas: Como a Arrogância Colonial Ressurge nas Relações Internacionais

Em um ato que mistura ignorância histórica, desrespeito diplomático e uma visão colonialista ainda enraizada, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, protagonizou mais um capítulo vexatório nas relações internacionais. Durante uma entrevista coletiva no Salão Oval, Trump acusou o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa de acobertar um suposto "genocídio de fazendeiros brancos" na África do Sul, utilizando como "prova" uma foto falsa — na realidade, uma imagem do Congo —, em um gesto que expõe não apenas a desonestidade intelectual de sua retórica, mas também a persistência de uma lógica imperialista que enxerga o Sul Global como palco para suas narrativas distorcidas.  

A Mentira como Arma Colonial: A Foto Falsa e a Humilhação Calculada  

Ao exibir uma foto de conflito no Congo como se fosse evidência de violência na África do Sul, Trump não apenas desrespeitou Ramaphosa, mas também reforçou um estereótipo perverso: a ideia de que a África é um território indiferenciado, um "lugar sem história", onde fatos e contextos podem ser apagados em nome de uma agenda política. A resposta de Ramaphosa foi contundente: "De onde é essa foto?", questionou, seguido pela ironia afiada: "Eu não tenho avião para lhe dar" — uma referência direta ao jato recebido por Trump de magnatas árabes. A réplica do líder sul-africano não foi apenas uma defesa de sua nação, mas um golpe na hipocrisia de quem critica injustiças enquanto lucra com acordos obscuros.  

Apartheid, Terra e Reparação: A Questão que Trump Ignora  

A acusação de Trump sobre um "genocídio branco" é uma narrativa fabricada por grupos extremistas afrikaners — descendentes de colonizadores holandeses que, durante o apartheid (1948-1994), concentraram 87% das terras do país nas mãos de 7% da população branca, enquanto negros eram confinados a áreas sem recursos. Hoje, mesmo após o fim do regime, 72% das terras agrícolas permanecem com brancos, segundo o Instituto Sul-Africano de Relações Raciais. A reforma agrária proposta pelo governo de Ramaphosa busca corrigir esse legado de opressão, permitindo expropriações com compensação para redistribuição justa. Trump, no entanto, escolheu defender os privilégios de uma minoria branca, concedendo asilo a afrikaners que, diante da possibilidade de perder terras ilegitimamente acumuladas, espalham o mito da "perseguição".  

O Brasil no Espelho da África do Sul: Terra, Raça e Resistência

A luta sul-africana ecoa diretamente no Brasil. Após a abolição da escravidão, em 1888, os negros foram excluídos do acesso à terra, perpetuando desigualdades que hoje colocam o país entre os mais desiguais do mundo. Assim como na África do Sul, movimentos como o MST e a luta por Quilombos desafiam estruturas secularmente racistas. Não por acaso, a postura de Trump ressoa com o discurso de ruralistas brasileiros que criminalizam sem-terra enquanto defendem latifúndios historicamente ilegítimos.  


América Latina como "Quintal": A Doutrina Monroe Revisitada  

A arrogância de Trump não se limita à África. Recentemente, representantes de seu governo declararam que os EUA precisam "retomar o controle de seu quintal" — referindo-se à América Latina como possessão colonial. A fala é um revival da Doutrina Monroe ("América para os americanos", ou melhor, "para os ianques"), que justificou golpes, ditaduras e intervenções ao longo do século XX. O deputado Eduardo Bolsonaro, em sintonia com essa lógica, pediu publicamente intervenção estadunidense no Brasil, em uma traição à soberania nacional que beira a ilegalidade.  


Cultura Afro-Brasileira e a Resistência ao Imperialismo  

Diante dessas ofensivas, a religiosidade e a cultura afro-brasileira emergem como trincheiras de resistência. Terreiros de Candomblé, quilombos  e grupos de capoeira preservam não apenas tradições, mas uma cosmovisão anticolonial que desafia a lógica de dominação. A Umbanda, com seu lema "nem caridade, nem justiça, mas solidariedade", oferece um contraponto ético ao individualismo neoliberal. Em um mundo onde líderes como Trump tentam reescrever a história, essas tradições são atos políticos.  

Soberania não se Negocia, Conquista-se

A postura de Trump contra Ramaphosa não é um incidente isolado: é parte de um projeto global de revisionismo histórico, onde potências do Norte buscam manter o controle sobre nações do Sul através de mentiras, intimidação e alianças com elites locais opressoras. A resposta do presidente sul-africano — assim como a resistência de movimentos negros no Brasil — nos lembra que a luta por terra, memória e soberania é indivisível. Enquanto houver aviões de luxo para magnatas e mentiras para justificar genocídios, haverá tambores ecoando em resistência.  

 #SoberaniaNãoSeVende #ForaTrumpismo #ReformaAgráriaJá.  

Este texto é um chamado à conscientização sobre as lutas transnacionais contra o racismo e o colonialismo. A cultura afro-brasileira não é folclore: é resistência viva.

Que os orixás nos iluminem – e nos lembrem sempre que a força do nosso povo está na união. 


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quinta-feira, 22 de maio de 2025

Racismo Institucional em Dois Atos: A Branquitude Protege, a Negritude Precisa se Provar

Por Ògan Assogbá Luiz Alves - PROJETO ONÍBODÊ 


Em um país onde o racismo estrutura as relações sociais, dois episódios recentes escancaram a diferença brutal no tratamento dispensado a pessoas brancas e negras, mesmo quando ocupam posições de destaque ou cometem graves infrações. De um lado, Sophia Almeida, a falsa médica branca que colocou em risco a vida de crianças cardiopatas no Hospital Universitário Getúlio Vargas, em Manaus. Do outro, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana, uma mulher negra de trajetória impecável, vítima de racismo nas dependências da Advocacia-Geral da União (AGU).  


O Caso Sophia Almeida: O Crime com Tratamento Amigável

Sophia Almeida atuou ilegalmente como médica pediátrica, atendendo crianças com graves problemas cardíacos, sem qualquer qualificação para isso. O hospital, uma instituição pública vinculada à Universidade Federal do Amazonas (UFAM), sequer verificou a autenticidade de seus documentos. Quando descoberta, foi presa em uma academia, conduzida de forma cordial à delegacia, sem algemas, sem revistas humilhantes, sem violência, sem o espetáculo midiático que costuma acompanhar a prisão de pessoas negras acusadas de crimes muito menos graves.  

A pergunta que não cala: como uma instituição de ensino e saúde contrata alguém sem ao menos checar sua formação? A resposta passa pelo racismo institucional, que naturaliza a credibilidade inerente à branquitude. Uma pessoa branca, mesmo fraudulenta, é recebida com menos desconfiança do que uma pessoa negra com todos os diplomas do mundo. Quantas crianças ou demais pacientes vieram à óbito devido tal irresponsabilidade?  

O Caso Vera Lúcia: A Ministra Negra que Precisou se Provar  

Enquanto isso, a ministra Vera Lúcia Santana, mulher negra, jurista de carreira consolidada, ocupante de um dos cargos mais altos do Judiciário brasileiro, sofreu racismo explícito dentro da AGU. Mesmo apresentando sua identificação como autoridade, foi barrada, ignorada e humilhada por agentes que duvidaram de sua legitimidade.  

O que esse episódio revela? Que não importa o título, a posição ou a competência: uma pessoa negra sempre terá sua presença questionada em espaços de poder. Vera Lúcia não foi reconhecida como ministra porque, no imaginário racista, negros não ocupam naturalmente lugares de autoridade.  

Racismo Étnico e de Gênero: A Dupla Violência


Os dois casos evidenciam como o racismo opera de formas distintas, mas complementares:  


- Para pessoas brancas, mesmo criminosas, há uma presunção de inocência e dignidade.  

- Para pessoas negras, mesmo autoridades, há uma exigência eterna de comprovação.  


Além disso, Vera Lúcia enfrenta o racismo de gênero: ser uma mulher negra em um espaço majoritariamente branco e masculino significa ser duplamente questionada. Enquanto Sophia, branca, foi tratada com deferência mesmo cometendo um crime gravíssimo, Vera, negra, foi tratada como intrusa em seu próprio local de trabalho.  


Ser Negro no Brasil é uma Luta Diária  


Esses episódios mostram que não basta ascender socialmente: o racismo persiste, adapta-se e se reafirma. Enquanto pessoas brancas desfrutam do benefício da dúvida, pessoas negras precisam provar, todos os dias, que merecem estar onde estão.  


Chega de racismo! Chega de violência institucional! É urgente que a sociedade reconheça esses mecanismos e lute por um país onde a negritude não precise ser justificada, mas celebrada.  


#VidasNegrasImportam #BastaDeRacismo


Que os orixás nos iluminem – e nos lembrem sempre que a força do nosso povo está na união. 


Axé!

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