*O Axé nas Urnas: Nossa Ginga Política e o Horizonte de 2026 contra o Racismo Religioso*
Por Ògan Assogbá Luiz Alves/PROJETO ONÍBODÊ
Para nós, o terreiro é preservação de memória ancestral e centro de apoio comunitário. Chegamos a uma encruzilhada histórica: nossa fé precisa ocupar a política para garantir o direito de existir hoje e nos anos que virão.
*Radiografia da Violência e a Métrica da Impunidade*
Os números são contundentes: entre 2022 e 2023, as denúncias de violência religiosa saltaram *80%*. No Rio de Janeiro, o "narcopentecostalismo" transforma a perseguição em estratégia de domínio territorial. Em São Paulo, o volume de agressões verbais e exclusão institucional lidera as estatísticas.
Contudo, enfrentamos o *"Funil da Impunidade"*: enquanto 100% das denúncias são registradas, *menos de 5% resultam em condenação*. A justiça brasileira enfrenta o desafio de converter a *Lei 14.532/2023* em punições reais contra o racismo religioso cotidiano.
*O Horizonte de 2026: Planejamento e Resistência*
Não estamos apenas reagindo; estamos planejando o futuro. O governo federal estabeleceu o *Plano de Dados Abertos 2024-2026*, uma ferramenta crucial para que cada ataque a um terreiro saia das sombras da subnotificação e entre nas estatísticas oficiais. Para o ano de 2026, já estão programadas campanhas nacionais de Direitos Humanos e editais de cooperação internacional que visam fortalecer a rede de proteção às comunidades tradicionais.
Este planejamento é o nosso escudo contra retrocessos, como as tentativas de setores fundamentalistas de retirar a *História da África (Lei 10.639/03)* das escolas. O monitoramento contínuo entre *2024 e 2026* será decisivo para avaliar se as políticas de reparação e os programas de proteção a lideranças — majoritariamente mulheres negras e idosas — serão suficientes para frear a violência física e digital.
*O Voto como Mandinga de Transformação*
Participar do processo eleitoral é um ato de sobrevivência. Precisamos de representantes que garantam que os recursos e campanhas previstos até *2026* cheguem à ponta, protegendo o atabaque e o território.
A política é o instrumento para:
* *Consolidar o Plano de Dados Abertos*, combatendo a invisibilidade das nossas dores.
* *Garantir a execução dos editais de 2026*, fomentando a cultura e a segurança nos terreiros.
* *Fortalecer o SUS*, respeitando nossas práticas de cura tradicionais.
O aumento das denúncias é um sinal de despertar. O racismo religioso tenta silenciar o axé, mas nossa resposta é o fortalecimento das redes e a ocupação das urnas.
*Nossa ginga é política.*
Em cada voto, depositamos a esperança de um Brasil onde, em *2026* e além, o branco de nossas vestes brilhe sem medo. O axé resiste, o axé vota, o axé transforma.
Que os Orixás nos iluminem – e nos lembrem sempre que a força do nosso povo está na união.
ABAIXO UM INFOGRÁFICO SOBRE O RACISMO RELIGIOSO
Axé!
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