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quinta-feira, 15 de maio de 2025

4ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Valparaíso de Goiás debate Justiça Racial e fortalecimento das políticas públicas

Por Ògan Assogbá Luiz Alves PROJETO ONÍBODÊ 

Valparaíso de Goiás, 15/05/2025 – A Câmara Municipal de Valparaíso de Goiás sediou, nesta quinta-feira, a 4ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial, um espaço de diálogo, resistência e proposição de políticas públicas para a comunidade negra e afro-religiosa da região. Com o tema "Justiça Racial", o evento reuniu lideranças religiosas, ativistas, gestores públicos e autoridades em uma mesa de abertura plural e representativa, reforçando o compromisso com a equidade e o combate ao racismo estrutural.  

Mesa de abertura: Representatividade e Autoridade

Presidida por Mãe Mariangela, presidente do Conselho Municipal da Igualdade Racial de Valparaíso, a conferência contou com a presença de nomes fundamentais na luta antirracista em Goiás. Compuseram a mesa:  

Lehi Souto – Gerente de Ações Afirmativas e Promoção da Igualdade Racial do Governo de Goiás;  

- Michael Felix – Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Igualdade Racial;  

- Mãe Déia Talamugongo – Presidenta da ATRACAR-GO (Associação de Tradição de Cultura Afro-religiosa de Goiás);  

- Marcus Vinícius – Prefeito de Valparaíso de Goiás;  

- Dra. Núbia Bragança – Advogada, professora e palestrante da noite, responsável por conduzir a reflexão sobre Justiça Racial.  

- Josélia Leão - Secretaria Municipal de Assistência Social de Valparaíso de Goiás 

A abertura foi marcada por discursos que enfatizaram a importância da transversalidade das políticas raciais, a defesa das religiões de matriz africana e o fortalecimento de mecanismos de denúncia e proteção contra a intolerância. Mãe Mariangela destacou: "Esta conferência não é apenas um espaço de fala, mas de ação. Precisamos garantir que nossas vozes ecoem nas decisões do poder público."  

Justiça Racial em Debate: A fala da Dra. Núbia Bragança

Com vasta experiência na área de direitos humanos e relações étnico-raciais, a Dra. Núbia Bragança conduziu a palestra magna, abordando os desafios e caminhos para a efetivação da Justiça Racial no Brasil. Em sua explanação, destacou:  

- A urgência de políticas reparatórias para a população negra, especialmente nas áreas de educação, saúde e segurança pública;  

- O combate ao genocídio da juventude negra e a criminalização das religiões afro-brasileiras;  

- A importância da representatividade negra nos espaços de poder.  


"Não basta não ser racista. É preciso ser antirracista. E isso significa mudar estruturas, garantir orçamento para políticas de igualdade e responsabilizar quem viola direitos", afirmou a jurista, recebendo aplausos da plateia.  

Presença do Poder Público: Compromisso ou Desafio?

O prefeito Marcus Vinícius reforçou o compromisso da gestão municipal com as pautas raciais, citando avanços como a criação do Conselho da Igualdade Racial e a implementação de projetos sociais direcionados. No entanto, lideranças presentes cobraram mais efetividade, especialmente no atendimento às vítimas de racismo e intolerância religiosa.  


Michael Felix, do Conselho Estadual, lembrou que Valparaíso  de Goiás é um marco no avanço dos direitos da população negra, com avanços que muitas cidades do Brasil ainda não dispõe.

Religião e Resistência: O Axé como Estratégia Política

A forte presença de Mães Déia Talamugongo   evidenciou o protagonismo dos terreiros na luta pela igualdade. Mãe Déia ressaltou: "Nosso candomblé, nossa umbanda, são espaços de acolhimento, mas também de resistência. Enquanto houver ataques aos nossos sagrados, estaremos aqui, ocupando a Câmara, as ruas e todos os espaços de decisão."  






Para saber mais:  

O Conselho Municipal da Igualdade Racial de Valparaíso deve publicar nos próximos dias um documento- com os encaminhamentos resultantes do evento. Acompanhe pelas redes oficiais da Prefeitura e do movimento negro local.  

Axé a todos que mantêm viva a chama dos Orixás!

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sexta-feira, 18 de abril de 2025

Protesto em Brasília Exige Justiça por Ngange Mbaye, Senegalês Assassinado pela PM de SP

 

Por Ògan Assogbá Luiz Alves PROJETO ONÍBODÊ 

*Evento na Praça Zumbi dos Palmares reúne estudantes, movimentos sociais e religiosos de matriz africana em luto, luta e resistência.*  

Brasília, 18/04/2025 - Sob o céu cinzento do Distrito Federal, a Praça Zumbi dos Palmares, localizada no Conic, tornou-se palco de um protesto emocionante nesta sexta-feira santa.  Estudantes da Universidade de Brasília (UnB), integrantes de movimentos sociais, sindicais e representantes da Comunidade de Religiões de Matriz Africana, reuniram-se para homenagear Ngange Mbaye, imigrante senegalês assassinado pela Polícia Militar de São Paulo em 11 de abril. O ato, marcado por cantos, orações e discursos inflamados, denunciou o racismo estrutural, a violência policial e a necropolítica que vitimiza corpos negros e periféricos no Brasil.  

Memória e Luta nas Vozes da Comunidade

Estudantes da UnB, muitos vestindo camisetas e enrolados com as bandeiras do Senegal, destacaram o papel da universidade no combate ao racismo. “A academia não pode ser cúmplice do silêncio. Precisamos de pesquisas, extensão e políticas que confrontem a violência do Estado”, lembraram também casos recentes, como o de Congolense Moïse Kabagambe, reforçando a urgência de união internacionalista contra a opressão.  

Quem foi Ngange Mbaye?

Ngange Mbaye, de 32 anos, veio ao Brasil em busca de oportunidades, como muitos imigrantes africanos. Trabalhava como ambulante em São Paulo quando foi abordado de forma violenta por PMs durante uma operação de “revista” em [local]. Testemunhas relataram que ele foi agredido até a morte, mas o caso segue sem avanços nas investigações — padrão recorrente em mortes de negros e imigrantes. “Mataram Ngange por ser negro, pobre e estrangeiro. Isso é a face mais crua do racismo brasileiro”.

Por que este protesto importa?

O evento reforça a intersecção entre raça, classe e imigração no Brasil, país que recebeu apenas em 2023 mais de 30 mil africanos, segundo o Ministério da Justiça, mas segue sem políticas eficazes contra a xenofobia. Para as religiões de matriz africana, a luta de Mbaye também é espiritual: "Entendemos bem o sofrimento e a dor dos amigos e familiares de Mbaye, pois sofremos diariamente essa dor por causa do RACISMO RELIGIOSO quem tentam não só nos inviabilizar, mas excluir do cenário brasileiro.", disse Ògan Assogbá Luiz Alves do Projeto ONÍBODÊ e criador do Coletivo de Whatsapp "DEFENSORES DO AXÉ-DF e COORD. do FOAFRO-DF 

 A pergunta que fica é: quantos Nganges precisam morrer para que o Estado brasileiro reconheça que vidas negras não são descartáveis?

Fotos:






















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sábado, 5 de abril de 2025

Mãe Baiana de Oyá participa da 2º CONFERÊNCIA DE GRUPOS DE FAMÍLIA E NÚCLEO DE AMIGOS no Lago Sul

Por Ògan Assogbá Luiz Alves/PROJETO ONÍBODÊ 


Brasília, 15 de outubro de 2023 – A Escola das Nações, no Lago Sul, foi palco hoje de um evento histórico que reuniu lideranças religiosas, ativistas antirracistas e famílias em busca de diálogo e fortalecimento comunitário. O 2º CONFERÊNCIA DE GRUPOS DE FAMÍLIA E NÚCLEO DE AMIGOS, organizado pela Comunidade Baha’i, trouxe à tona temas como a vivência familiar, a amizade e a luta contra o racismo e o preconceito.




Entre as presenças ilustres, Mãe Baiana de Oyá, respeitada sacerdotisa do Candomblé, foi uma das convidadas. Sua participação marcou um momento de celebração e reconhecimento da herança africana e dos valores ancestrais que permeiam a sociedade brasileira. Em sua fala, Mãe Baiana destacou a importância do respeito às tradições afro-brasileiras e enfatizou o papel das religiões de matriz africana na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Em sua fala Mãe Baiana também reafirmou que a palavra do momento é: RESPEITO.





O encontro também contou com importantes contribuições de outros líderes religiosos e intelectuais. Representantes da URI (Iniciativa das Religiões Unidas) destacaram a urgência do diálogo inter-religioso como ferramenta para a paz e a coexistência harmoniosa. A Pastora Romi trouxe uma mensagem de amor e união, enquanto Elianildo, um agnóstico conhecido por seu trabalho em prol da liberdade de crença e da não crença, compartilhou reflexões sobre a importância da amizade como base para a construção de comunidades resilientes.


O Professor e escritor Anderson Galvão, autor de obras que exploram a história e a cultura BAHÁ'Í, encerrou o evento com uma palestra inspiradora. Ele reforçou a necessidade de educar as novas gerações sobre a diversidade cultural e religiosa do Brasil, promovendo o respeito mútuo e combatendo estereótipos que perpetuam o preconceito.



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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Lançamento Inédito do POP - Procedimento Operacional Padrão da Diversidade Religiosa

Por Ògan Assogbá Luiz Alves/PROJETO ONÍBODÊ

Em um marco histórico para a promoção da diversidade religiosa e a defesa dos direitos à liberdade de crença, foi lançado no dia 12/02/2025, o POP - Procedimento Operacional Padrão da Diversidade Religiosa, documento essencial para a orientação da atuação policial em crimes contra a liberdade religiosa. Esta ação pioneira, coordenada pela DECRIN-DF (Delegacia Especial de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), é um verdadeiro exemplo a ser seguido por todas as instituições policiais do país.

O evento de lançamento, que contou com a presença de diversas lideranças de segmentos religiosos, foi conduzido pela competente Delegada Dra. Ângela e sua dedicada equipe. A DECRIN-DF, em um movimento de diálogo e cooperação, buscou o entendimento entre os diversos grupos religiosos, a fim de desenvolver um protocolo que respeite e proteja a diversidade de crenças em nosso território.

Em sua fala de abertura a Delegada da DECRIN-DF, Dra. Ângela fez um relato da trajetória do órgão citando a razão da criação da Delegacia, que foi após o incêndio criminoso que destruiu o Ilê Oyá Bagã, tendo citado também diversas atuações da entidade citando inclusive o caso do assassino Lázaro que desencadeou uma série de invasões em Terreiros no Entorno de Brasília. Após o caso  Lázaro um grupo de afro religiosos tendo a frente na época o CDDN (Dr. Elianildo, Mãe Baiana, Ògan Luiz Alves entre outros) se dirigiram a Dra. Ângela pedindo que a exemplo do que fora feito com a Comunidade LGBT, também fosse organizado um POP direcionado para a a Comunidade Afro Religiosa de Brasília. O que foi feito após diversas consultas a representantes de diversos segmentos religiosos.  O POP - Procedimento Operacional Padrão da Diversidade Religiosa visa orientar os policiais sobre a melhor forma de agir diante de crimes contra a liberdade religiosa, garantindo que os direitos de todos os cidadãos sejam respeitados. Este documento é uma ferramenta valiosa para que os profissionais da segurança pública atuem de forma justa, imparcial e informada, respeitando as especificidades de cada tradição religiosa.

A iniciativa da DECRIN-DF não só reforça a importância da convivência pacífica e do respeito às diferenças, mas também serve como um modelo para outras delegacias e órgãos de segurança em todo o Brasil. Ao promover o diálogo inter-religioso e estabelecer diretrizes claras para o enfrentamento de crimes de intolerância, o POP se apresenta como um instrumento fundamental na construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa.

Este é, sem dúvida, um passo significativo para a valorização da diversidade religiosa e o fortalecimento dos direitos humanos em nosso país. A DECRIN-DF, sob a liderança da Delegada Dra. Ângela, mostra mais uma vez seu compromisso com a justiça e a inclusão, proporcionando um ambiente de respeito e compreensão para todos.

**Blog ONÍBODÊ O PORTEIRO** orgulha-se de compartilhar este importante acontecimento e convida todos a se engajarem na luta pela liberdade religiosa e pelo respeito às diferenças. Juntos, podemos construir um Brasil mais justo e igualitário.

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