quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O Ecoar da Resistência em Águas Lindas: Um Mar de Amor nos 7 Anos de Iyáàbassé Maria dos Reis

 

Por Ògan Assogbá Luiz Alves/ PROJETO ONÍBODÊ

ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS — Há momentos em que a lente da câmera captura mais do que imagens; ela registra a pulsação de uma comunidade. Foi exatamente essa a atmosfera que tomou conta do Ilé Asé Ógún Óniré Bó na tarde deste último sábado. Sob a direção zelosa de Mãe Abadia de Ógùn, o terreiro abriu suas portas para celebrar os 7 anos de feitura de Iyáàbassé Maria dos Reis de Ogun, em uma festa que transcendeu o rito e se tornou um manifesto de afeto e continuidade.

Quem cruzou o portão da Casa de Mãe Abadia não encontrou apenas um evento religioso, mas um refúgio. A festa reuniu autoridades afro-religiosas locais, amigos e simpatizantes vindos de diversas partes do Entorno do Distrito Federal, formando uma corrente humana que reafirma a força do povo de santo na região.

 

Um Abraço em Forma de Festa

O que se viu através do visor e se sentiu na pele foi uma energia característica desta Casa: um acolhimento genuíno. O ambiente estava carregado de uma simpatia contagiante, transformando o espaço sagrado em um verdadeiro "mar de amor". É raro encontrar lugares onde a hierarquia e a formalidade dão espaço, tão naturalmente, à sensação de se estar em casa, abraçado por uma família estendida.

Visualmente, a festa foi um espetáculo de cores e texturas, mas foi a "textura humana" — os sorrisos, os abraços apertados e a reverência mútua — que compôs o quadro mais bonito do dia.

O Som da Continuidade

À medida que a tarde de sábado avançava, o ecoar dos atabaques invadiu o espaço aéreo de Águas Lindas. Para um observador atento, aquele som não era apenas música para a dança dos Orixás; era uma demarcação de território e identidade.

O couro dos tambores vibrou com o som da resistência. Em tempos de desafios, o Ilé Asé Ógún Óniré Bó nos lembrou que a tradição afro-brasileira é viva, dinâmica e resiliente. O toque para Jaleriké Maria dos Reis foi a prova sonora de que a cultura permanece de pé. Como diz o ditado que ecoou nos corações presentes: por mais que tentem, jamais nos calarão.

A celebração encerrou-se, mas as imagens e a energia de resistência e amor de Mãe Abadia e seus filhos permanecem gravadas, não apenas nos cartões de memória, mas na história da comunidade afro-religiosa do Entorno.

 

Que os Orixás nos iluminem – e nos lembrem sempre que a força do nosso povo está na união. 

Axé!

*APOIE, DIVULGUE E INCENTIVE O ONÍBODÊ (O PORTEIRO) por uma comunicação ANTI-FACISTA, ANTI-RACISTA e de apoio à Nossa Comunidade Negra e Afro Religiosa com doações a partir de R$25,00 (vinte e cinco reais)*

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Um comentário:

  1. A benção dos meus mais velhos e mais novos🫴🏾 Parabéns a todos os envolvidos. É uma grande conquista 🙏🏾

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