quarta-feira, 13 de maio de 2026

Não foi liberdade dada, foi ancestralidade mantida.

Por Ògan Assogbá Luiz Alves/PROJETO ONÍBODÊ

O 13 de maio em nossas redes não celebra o papel, mas o corpo. Celebramos aqueles que, sob o estalo do chicote, guardaram o segredo das folhas. Aqueles que, para sobreviver, precisaram vestir o manto de uma fé que não era sua, mas que em silêncio, no fundo do quintal ou no calor da senzala, continuaram a chamar por seus Orixás e Guias.

Nossa herança não vem da benevolência de quem nos coisificou, mas da resistência de quem foi mestre na arte de persistir. Pretos e Pretas Velhas são os pilares dessa jornada. Eles sofreram o ódio travestido de salvação, viram suas famílias serem fragmentadas pelo lucro e tiveram suas vidas ameaçadas por uma estrutura que ainda hoje tenta nos relegar ao mesmo lugar.

Hoje, não agradecemos ao Estado. Nós reverenciamos o Axé. Reverenciamos cada gota de suor, lágrima e sangue que adubou a terra para que hoje pudéssemos caminhar. O racismo tentou apagar nossa história, mas a Ancestralidade a escreveu no tempo com a sabedoria de quem sabe que o ontem é o que sustenta o amanhã.

Salve a Ancestralidade! Salve os nossos Pretos Velhos! Adorei as Almas!

Que o axé seja multiplicado.

Axé!

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