Por Ògan Assogbá Luiz Alves/PROJETO ONÍBODÊ
Paranoá, Brasília – 24 de janeiro de 2026
O terreiro Ilê Axé Oyá Bagã, dirigido por Mãe Baiana, foi palco neste sábado de um evento que uniu espiritualidade, ciência e memória coletiva. Integrando o projeto Territórios Afro Candangos, o encontro relembrou os dez anos do incêndio criminoso que destruiu grande parte do espaço sagrado, mas não apagou sua força ancestral. Este ano, o tema foi “10º Encontro Inter-Religioso de Saúde Mental – A Juventude Está Viva: cura, ancestralidade e saúde mental”, reafirmando que a juventude é guardiã dos saberes tradicionais e protagonista na construção de futuros coletivos.
Primeira Mesa: Inventário de Plantas e Biointeração
A primeira roda de conversa destacou o inventário das plantas do Ilê Axé Oyá Bagã, conectando saberes tradicionais às práticas acadêmicas. O diálogo abordou extensão universitária, musealização e biointeração, mostrando como o terreiro se torna também espaço de pesquisa e preservação cultural.
Participantes da mesa:
- Mãe Baiana – Ilê Axé Oyá Bagã
- Prof.ª Dra. Marijara Souza Queiroz – Museu/UnB
- Prof. Dr. Clovis Carvalho Britto – Museu/UnB
- Raíssa Regina Pereira Neves – Bolsista PIBEX/UnB 2025
Segunda Mesa: Confluências de Saberes
Com o tema “Confluências, saberes e atravessamentos no envolvimento do inventário das plantas do Ilê Axé Oyá Bagã”, a segunda mesa aprofundou o diálogo sobre como ciência e espiritualidade se entrelaçam na preservação da memória e na valorização da juventude.
Participantes da mesa:
- Prof. Dr. Valdemar de Assis Lima – Museu/UnB
- Prof. Dr. Jean Costa Souza – Sol/UnB
- Prof.ª Dra. Débora Silva Santos – Museu/UnB
- M.ª Kátia Silene Souza Brito – GCInf/UnB
- M.ª Gilene Chagas Bulhões – Museu/UnB
Lançamento do Inventário
O ponto alto do encontro foi o lançamento do livro “Inventário de Plantas do Ilê Axé Oyá Bagã: Musealização e Biointeração”, marco importante para a valorização dos saberes tradicionais e para o diálogo entre academia e terreiro.
Sabores e Economia Solidária
Encerrando o encontro, os participantes saborearam um tradicional xinxim de galinha e acarajé, pratos que reafirmam a força da culinária afro-brasileira como expressão cultural e espiritual. Durante todo o evento, também aconteceu a feira de afroprodutores da economia solidária, fortalecendo a autonomia comunitária e a circulação de saberes e produtos ancestrais.
Resistência e Cura
Dez anos após o incêndio, o Ilê Oyá Bagã se reconstrói como símbolo de resistência e memória. O encontro reafirmou que a juventude está viva, e a ancestralidade é fonte de cura e saúde mental, iluminando caminhos de esperança e reafirmando o papel dos terreiros como territórios de fé, cultura e ciência.
Que os Orixás nos iluminem – e nos lembrem sempre que a força do nosso povo está na união.
Axé!
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